sábado, 31 de março de 2012

Bem, com isto tudo aproxima-se a páscoa, e como manda a tradição, os afilhados devem oferecer um ramo de espiga às madrinhas e eu já não me recordara disso.
Desde, mais ou menos, os meus 6 anos que deixei de ter madrinha. Apenas a tenho no papel porque no coração, ela não me pertence mais.
Depois de tudo o que fizeste à tua família, aliás, à minha família, não consigo nem quero olhar-te na cara. Não que tenha vergonha, porque quem tem de o ter és tu, mas sim porque te ganhei uma grande raiva, um ódio que só eu sei.
Em relação a isto, ninguém me pode julgar, ninguém me pode pedir que te perdoe porque ninguém sabe o que foi ver os meus avós num sofrimento e num desespero horrível pois apesar de tudo continuas a ser filha deles; ninguém sabe o que foi ter que ver as tuas filhas abandonarem o lar delas porque tu as desprezas-te. Por isso, a ti, não desejo bem nem mal, simplesmente, não desejo nada de nada.
Para mim, tu não morres-te, para mim tu és um capítulo encerrado na minha vida, alguém que já não faz parte dela, que nunca existiu. 
Escrevo isto com lágrimas nos olhos porque é inevitável não relembrar os nossos momentos de quando vinhas do norte de propósito para me ver.
Eu amei-te e tu amaste-me. Tu esqueceste-me e eu fui obrigada a esquecer-te também.



10 anos se passaram, até um dia. 

4 comentários:

Inês Castro disse...

Ouo!! Que cena marada linda

Inês Castro disse...

Bem,mas já sabes que tens o meu apoio para tudo o que precises!

S. disse...

está lindíssimo... apesar das razões que tiveste para o escrever e numa coisa tens toda a razão: ninguém te pode criticar. são as tuas decisões, ponto.
p.s: gosto muito deste blogue e lamento imenso ter que ler algo tão triste e sentido...
beijinho, Andreia.

Inês Castro disse...

Ok. é bom saber isso fofinha! :)